segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Dinossáurios terópodes não-avianos do Jurássico Superior de Portugal no I Congresso Internacional "As Aves na História Natural, na Pré-História e na História (Origem, Evolução e Domesticação)



Decorreu de 23 a 27 de setembro, na Biblioteca Nacional de Portugal em Lisboa, o I Congresso Internacional "As Aves na História Natural, na Pré-História e na História (Origem, Evolução e Domesticação)". Este congresso foi organizado pelo Centro Português de Geo-História e Pré-História e contou com a participação de cerca de três dezenas de comunicações cientificas sobre diferentes temáticas relacionadas com o estudo das aves, numa abordagem paleontológica, arqueológica e biológica.

Elisabete Malafaia nas colecções da Sociedade de História Natural

A paleontóloga Elisabete Malafaia foi uma das oradoras convidadas deste congresso, apresentando uma comunicação sobre o registo fóssil de dinossáurios terópodes não-avianos no Jurássico Superior português e os modelos paleobiogeográficos propostos para explicar as faunas de dinossáurios desenvolvidas no final do Jurássico na margem ocidental da Ibéria. Esta apresentação, que contou com a colaboração de investigadores da Sociedade de História Natural, do Instituto Dom Luiz e do Grupo de Biologia Evolutiva da UNED, resultou de uma síntese de trabalhos de investigação que têm sido desenvolvidos nos últimos anos com o objectivo de conhecer as faunas continentais do Jurássico Superior da Bacia Lusitânica. 

A interpretação paleobiogeográfica das faunas de vertebrados continentais, sobretudo no que se refere aos dinossáurios, era tradicionalmente interpretada como sendo estreitamente relacionada com as faunas correlativas da América do Norte e de África. Ao longo do tempo foram sendo propostas, por diversos autores, evidências de semelhança faunística entre estes territórios. Contudo, foi em 1999, a identificação na jazida de Andrés, em Pombal, da espécie de dinossáurio terópode Allosaurus fragilis descrita na Formação de Morrison, nos Estados Unidos da América, que despoletou uma intensa discussão acerca das relações de parentesco das formas de dinossáurios da Bacia Lusitânica e da Formação de Morrison e da possibilidade de terem existido condições favoráveis à passagem de faunas através do Atlântico Norte no final do Jurássico.

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Referência: 

Malafaia,E.; Ortega, F.; Mocho, P.; Escaso, F.; Cachão, M. 2015. The record of non-avian theropods from the Late Jurassic of Lusitanian Basin: paleobiogeographic models. (Eds) Centro Português de Geo-História e Pré-História. Livro de resumos I Congresso Internacional As Aves na História Natural, na Pré-História e na História (Origem, Evolução e Domesticação).p. 10.

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