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sábado, 28 de novembro de 2015

Contexto estratigráfico dos saurópodes do Jurásico Superior português nas XXXI Jornadas da SEP


Nas últimas Jornadas Paleontológicas da SEP tivemos ainda a possibilidade de apresentar um trabalho centrado na contextualização estratigráfica do registo de saurópodes da Bacia Lusitânica. 


Esta comunicação foi apresentada por Pedro Mocho (UAM/SHN/GBE, UNED) e contou com a colaboração de vários investigadores da Sociedade de História Natural, Grupo de Biología Evolutiva da UNED, FCPT-Dinópolis e Instituto Dom Luiz (FCUL). Neste trabalho o registo de saurópodes do Jurássico Superior português foi revisto em detalhe segundo as diferentes unidades geológicas que compõem a Bacia Lusitânica. 

Nesta comunicação também houve espaço para referenciar dezenas de novas ocorrências provenientes de Torres Vedras, Lourinhã e Peniche. 

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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Colecções clássicas de saurópodes do Jurássico Superior Portugués nas XXXI Jornadas da SEP


Nas XXXI Jornadas Paleontológicas da Sociedade Espanhola de Paleontologia, alguns dos investigadores da Sociedade de História Natural  apresentaram um estudo sobre as colecções clássicas de saurópodes do Jurássico Superior Português. Esta comunicação intitulada de "Opening cabinets with historical sauropod material from the Portuguese Upper ]urassic: Systematic update” foi apresentada por Pedro Mocho (UAM/SHN/GBE, UNED) e contou com a colaboração de investigadores da Sociedade de História Natural, Grupo de Biología Evolutiva da UNED, FCPT-Dinópolis e Instituto Dom Luiz (FCUL). 

O registo fóssil de saurópodes do Jurássico Superior da Bacia Lusitânica é conhecido desde do final do século XIX, com os primeiros restos publicados pelo naturalista francês Henri Émile Sauvage enm1897-98. Mais de um século depois, muitos dos restos encontrados nos finais do século XIX e na primeira metade do século XX encontram-se depositados nos museus portugueses como é o caso do Museu Geológico em Lisboa. Neste trabalho apresentamos um vista geral por esta colecções que foram estudadas anteriormente por prestigiados paleontológos como Albert de Lapparent, Georges Zbyszewski ou Jack McIntosh. 

Nesta análise sistemática não deixou de haver tempo para Lusotitan atalaiensis e Lourinhasaurus alenquerensis, que foram integrados numa nova análise filogenética.

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Referencia: 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Dinossáurios terópodes não-avianos do Jurássico Superior de Portugal no I Congresso Internacional "As Aves na História Natural, na Pré-História e na História (Origem, Evolução e Domesticação)



Decorreu de 23 a 27 de setembro, na Biblioteca Nacional de Portugal em Lisboa, o I Congresso Internacional "As Aves na História Natural, na Pré-História e na História (Origem, Evolução e Domesticação)". Este congresso foi organizado pelo Centro Português de Geo-História e Pré-História e contou com a participação de cerca de três dezenas de comunicações cientificas sobre diferentes temáticas relacionadas com o estudo das aves, numa abordagem paleontológica, arqueológica e biológica.

Elisabete Malafaia nas colecções da Sociedade de História Natural

A paleontóloga Elisabete Malafaia foi uma das oradoras convidadas deste congresso, apresentando uma comunicação sobre o registo fóssil de dinossáurios terópodes não-avianos no Jurássico Superior português e os modelos paleobiogeográficos propostos para explicar as faunas de dinossáurios desenvolvidas no final do Jurássico na margem ocidental da Ibéria. Esta apresentação, que contou com a colaboração de investigadores da Sociedade de História Natural, do Instituto Dom Luiz e do Grupo de Biologia Evolutiva da UNED, resultou de uma síntese de trabalhos de investigação que têm sido desenvolvidos nos últimos anos com o objectivo de conhecer as faunas continentais do Jurássico Superior da Bacia Lusitânica. 

A interpretação paleobiogeográfica das faunas de vertebrados continentais, sobretudo no que se refere aos dinossáurios, era tradicionalmente interpretada como sendo estreitamente relacionada com as faunas correlativas da América do Norte e de África. Ao longo do tempo foram sendo propostas, por diversos autores, evidências de semelhança faunística entre estes territórios. Contudo, foi em 1999, a identificação na jazida de Andrés, em Pombal, da espécie de dinossáurio terópode Allosaurus fragilis descrita na Formação de Morrison, nos Estados Unidos da América, que despoletou uma intensa discussão acerca das relações de parentesco das formas de dinossáurios da Bacia Lusitânica e da Formação de Morrison e da possibilidade de terem existido condições favoráveis à passagem de faunas através do Atlântico Norte no final do Jurássico.

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Referência: 

Malafaia,E.; Ortega, F.; Mocho, P.; Escaso, F.; Cachão, M. 2015. The record of non-avian theropods from the Late Jurassic of Lusitanian Basin: paleobiogeographic models. (Eds) Centro Português de Geo-História e Pré-História. Livro de resumos I Congresso Internacional As Aves na História Natural, na Pré-História e na História (Origem, Evolução e Domesticação).p. 10.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Dentes de saurópode do Jurássico Superior Português relacionados a Turiasauria.



Neste verão, investigadores do Laboratório de Paleontologia e Paleoecologia da Sociedade de História Natural publicaram na revista international Historical Biology um estudo sobre vários dentes de saurópode do Jurássico Superior Português e possivelmente relacionados a Turiasauria. O material publicado pertence à Colecção Paleontológica da SHN e foi encontrado ao longo da Zona Oeste, e em particular nos municípios de Torres Vedras, Lourinhã, Peniche e Caldas da Rainha. 

Em 2009 chegaram as primeiras notícias sobre a presença de turiassáurios em Portugal. Os turiassáurios são um grupo de dinossáurios saurópodes que foi pela primeira vez identificado em 2006, com a descoberta de Turiasaurus. Nesse momento, Turiasaurus foi proclamado como o maior dinossáurio descoberto em território europeu. Outras espécies também foram consideradas membros de este grupo, como é o caso de Losillasaurus (Valência) descoberto em 2001 e Galveosaurus (Aragão), establecido em 2005.

Num estudo liderado pelo paleontólogo Pedro Mocho (SHN/UAM/GBE), vários dentes do Jurássico Superior da Zona Oeste foram relacionados a Turiasauria. Este estudo contou com a contribuição de investigadores do Grupo de Biologia Evolutiva UNED, Sociedade de História Natural, FCPT Dinópolis, Instituto Dom Luíz (FCUL) e da Universidad Autónoma de Madrid. Vários dentes fósseis em forma de coração encontrados na região de Torres Vedras, Lourinhã, Peniche entre outras localidades foram aqui descritos de forma detalhada. A descrição destes dentes permitiu identificar uma importante variabilidade morfológica, provavelmente posicional, neste grupo de saurópodes característico do Jurássico Superior Ibérico.

Padrão temporal em dentes de Sauropodomorpha 

Depois das primeiras ocorrências de turiassáurios em Portugal e da publicação de um novo turiassáurio encontrado em Vale de Pombas (Lourinhã), este estudo confirma que este grupo seria particularmente abundante no Jurássico Superior da Bacia Lusitânica.

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Referência:

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Diplodocídeos do Jurássico Superior no IV Congresso de Jovens Investigadores em Geociências


No passado dia 12 de Outubro foi apresentado no IV Congresso Jovens Investigadores em Geociências uma nova comunicação sobre dinossáurios do Jurássico Superior da Bacia Lusitânica. Intitulada de “A preliminary evaluation of Diplodocidae record from the Upper Jurassic of Lusitanian Basin (W, Portugal)”, nesta comunicação apresenta-se uma análise preliminar do registo fóssil de saurópodes diplodocídeos da Bacia Lusitânica, assim como uma nova proposta filogenética para o registo conhecido (em particular para Dinheirosaurus) e para novas ocorrências em Valmitão (Lourinhã), Cambelas (Torres Vedras) e Praia Vermelha (Peniche). Este estudo foi conduzido pelos paleontólogos Pedro Mocho, Rafael Royo-Torres, Francisco Ortega, Elisabete Malafaia e Fernando Escaso. Este estudo resulta assim de uma colaboração entre instituições portuguesas e espanholas, como a Universidad Autónoma de Madrid, Sociedade de História Natural, Grupo de Biología Evolutiva UNED, FCPT-Dinópolis e o Centro de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Pedro Dantas (SHN) na excavação de Dinheirosaurus (Porto Dinheiro, Lourinhã)

Deixamos aqui o resumo em inglês e português 

Abstract: The diplodocid record from the Upper Jurassic of the Lusitanian Basin is relatively scarce. This record includes Dinheirosaurus and some fragmentary remains, among which there has been proposed a second taxon. The study of three new specimens from Valmitão (Lourinhã), Cambelas (Torres Vedras) and Praia Vermelha (Peniche) and the redescription of Dinheirosaurus is providing new information about the diplodocids of the Lusitanian Basin. Preliminary phylogenetic analyses suggest that these new specimens and Dinheirosaurus are derived diplodocids closely related to Diplodocus and Barosaurus from the Morrison Formation. 

Resumo: O registo fóssil de diplodocídeos proveniente do Jurássico Superior da Bacia Lusitânica é relativamente escasso. Este registo inclui Dinheirosaurus e outros exemplares mais fragmentários, dos quais se considera a existência de um segundo taxon. O estudo de três novas ocorrências em Valmitão (Lourinhã), Cambelas (Torres Vedras) e Praia Vermelha (Peniche) assim como a redescripção de Dinheirosaurus têm fornecido nova informação sobre os diplodocídeos da Bacia Lusitânica. Análises filogenéticas preliminares sugerem que estes três espécimenes e Dinheirosaurus correspondem a diplodocídeos derivados relacionados com Diplodocus e Barosaurus da Formação de Morrison.

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Referências:

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Distribuição estratigáfica e paleobiogeográfica de Turiasauria (Dinosauria: Sauropoda) na Mid-Mesozoic Conference (Colorado&Utah)


Hoje, dia 1 de Maio, apresentamos no Dinosaur Journey Museum em Fruita (Colorado, Estados Unidos) no decorrer do congreso Mid-Mesozoic Conference a seguinte comunicação: "Geographic and stratigraphic distribution of the sauropod Turiasaurus and Turiasauria clade". Num estudo liderado pela Fundación Conjunto Paleotológico de Teruel - Dinópolis, conta ainda com a participação de investigadores da Sociedade de História Natural, os paleontólogos Pedro Mocho e Francisco Ortega. Neste trabalho, a distribuição paleobiogeográfica de Turiasauria (grupo de saurópodes mais primitivo que formas tão conhecidas como Diplodocus ou Camarasaurus) é colocada em evidência com o registo ibérico existente. Como é conhecido, existem diversas evidências de membros deste grupo em Portugal, com especial incidência nos conselhos de Peniche, Torres Vedras e Lourinhã, com destaque para uma pata anterior encontrada em Vale de Pombas e vários dentes descobertos ao longo da região costeira entre Porto da Calada e Salir do Porto. Deixamos aqui o resumo:

Dentes de Turiasauria encontrados na Bacia Lusitânica (Portugal) e incorporados na colecção paleontológica da Sociedade de História Natural

GEOGRAPHIC AND STRATIGRAPHIC DISTRIBUTION OF THE SAUROPOD TURIASAURUS AND TURIASAURIA CLADE
Rafael Royo-Torres, Alberto Cobos, Francisco Gascó, Pedro Mocho, Francisco Ortega, Luis Alcalá.
"Turiasauria clade represents a distinct group of non-neosauropods with a wide geographic distribution across Europe and probably Africa during the Middle-Late Jurassic. This clade is known thanks to the study of the sauropod dinosaur Turiasaurus riodevensis Royo-Torres, Cobos & Alcalá, 2006. It was discovered in 2003 in Riodeva, (Teruel province, South of Iberian Range, Spain). Turiasaurus is defined by the representative cranial and postcranial remains found in its type-locality: skull, mandible, eight teeth, six cervical vertebrae with ribs, four dorsal vertebrae, eight dorsal ribs, the sacrum, two distal caudal vertebrae, a proximal fragment of the left scapula, a left sternal, a complete left forelimb, fragments of ilium and ischium, a left pubis, a distal fragment of the left femur, a proximal and a distal fragments of the left tibia, a left fibula, two astragali and a pes. In addition, Riodeva area has yielded 3 other specimens of turiasaur sauropods. From one of them, the San Lorenzo specimen, there are cranial and postcranial remains, which are currently being studied. All the sites with turiasaur remains are placed in the Villar del Arzobispo Formation (dated Upper Kimmeridgian-Berriasian). Aside from the specimens of Riodeva, we tentatively assign materials from other localities to Turiasauria clade. Phylogenetic analyses support the attribution to Turiasauria of three sauropods: one from the Middle Jurassic of Beni Mellal (Moroco), Atlasaurus imelakei, and two species from the Upper Jurassic of Spain, Galveosaurus herreroi from Galve (Teruel) and Losillasaurus giganteus from Losilla (Valencia). Besides these taxa, and according to some synapomorphies, different specimens have been considered like potential turiasaurs. Turiasaurus possess characteristic ‘heart’-shaped teeth in labial profile with their apex labiolingually compressed, and with an asymmetrical shape produced by a concave distal margin near the apex even when unworn. This type of teeth allows the inclusion in Turiasauria of the Middle Jurassic of England tooth referred to Cardiodon, the Middle Jurassic of Peterborough (England) teeth assigned to “Cetiosauriscus leedsi”, four teeth from the Upper Jurassic of Aylesbury (England) assigned previously to “Hoplosaurus” and “Pelorosaurus”, some teeth from the Upper Jurassic of Asturias (Spain), and the teeth assigned to “Neosodon” in France. In Portugal, more than 26 Oxfordian-Tithonian teeth have been included in Turiasauria. Some of them are associated to an articulated forelimb and chevrons from the Lourinha Formation of Portugal. In Africa in addition to Atlasaurus, some of the postcranial material from Tendaguru beds (Kimmeridgian-Tithonian) in Tanzania has also been referred to Turiasauria, i.e. the caudal series of the specimen MB.R. 2091.1-30 and the right manus MB.R. 2093.1-12 (Museum für Naturkunde in Berlin). Thus, at present, Turiasauria is proposed as a distinct clade of sauropods that diverged, prior to the Middle Jurassic, from the lineage leading to neosauropods and which spread across Europe and Africa during the Late Jurassic. Turiasaurus represents a very large sauropod (over 25 m in length), suggesting that gigantic body sizes were achieved not only by neosauropod clades, such as Diplodocidae and Titanosauriformes, but also by non-neosauropods."
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Referência:

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Apresentação pública da tartaruga fóssil Hylaeochelys kappa

A Sociedade de História Natural, a Universidad Complutense de Madrid e o Grupo de Biologia Evolutiva da UNED (Madrid), têm o prazer de anunciar que se irá realizar uma apresentação pública de uma nova espécie de tartaruga fóssil do Jurássico Superior de Portugal, até então desconhecida para a ciência, e que aporta novas e importantes informações sobre a biogeografia deste grupo de animais durante aquele período geológico e o seguinte (Cretácico).

A apresentação pública terá lugar no dia 11 de Janeiro, pelas 18h no Museu Municipal Leonel Trindade, em Torres Vedras, e contará com uma conferencia de imprensa dada pelos investigadores responsáveis pelo estudo científico, e ainda com a presença do Sr. Presidente da Câmara Municipal. Esta nova espécie de tartaruga pertence à Coleção Paleontológica da Sociedade de História Natural, e foi colectada pelo Sr. José Joaquim dos Santos, um aficionado da paleontologia, que durante 20 anos reuniu uma grande colecção e que foi adquirida pela Câmara Municipal de Torres Vedras e integrada na Coleção da Sociedade de História Natural.

Sobre a etimologia do nome Hylaeochelys kappa, poderá ser revista aqui.

A Comunicação Social está, por isso, convidada a comparecer.

Aguardamos a Vossa presença.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Mitologia japonesa e a nova tartaruga fóssil do Jurássico Superior de Portugal. Uma relação improvável?

Representação, de meados do Séc. XIX, de vários tipos de Kappas
São muitos os seres "atartarugados" que formam parte da mitologia e ficção de diversas culturas. Provavelmente muitos dos nossos leitores conheçam a Gameira, a tartaruga gigante voadora que rivalizou com Godzilla no cinema japonês. No entanto, a cultura japonesa conta com outro personagem “atartarugado”, protagonista de muitas histórias do folclore desse país. Trata-se, nada mais, nada menos, dos Kappas. Mas, que demónios são os Kappas?

Os kappas são umas criaturas travessas e geralmente maléficas, de especto humanoide, cobertas de escamas, com cabeça que recorda a de uma tartaruga e com uma espécie de couraça dorsal, muitas vezes representada como uma carapaça deste grupo de repteis. 
Kappas saciando o seu apetite
Um aspeto curioso destes seres de água doce é a presença de uma cavidade no centro da cabeça, rodeada de pelo, que recorda a calva que têm certas ordens de religiosos católicos… Esta está preenchida por um fluido aquoso especial, do qual deriva a sua grande energia. Esta região é justamente o ponto fraco dos kappas: a perda desse líquido deixa-os sem poderes, o que os leva à morte.

Mas que pepinos (sendo que este vegetal é para os kappas um dos poucos manjares mais suculentos que meninos humanos) têm que ver estes seres com Portugal? Pois bem, a origem desse nobre é considerado como uma transliteração da palavra portuguesa “capa”, um termo empregue para denominar a treliça de vestir que os monges portugueses que chegaram ao Japão no Séc. XVI levavam às costas. A cabeça rapada destes monges e as suas costas cobertas por esta estranha indumentária deve ter surpreendido muito os habitantes Japoneses.
Os Kappas, fazendo das suas
Carapaça, em vistas dorsal e ventral,
do holótipo do novo táxon (SHN.LPP 172
)
Agora que já sabemos o que é um kappa, e como se relaciona com Portugal, passamos a apresentar, de maneira preliminar, o novo táxon recém descrito no registo fóssil português. Acaba de ser publicado, na versão on line da revista científica Comptes Rendus Palevol, um artígo no qual se descreve uma nova espécie de tartaruga do Jurássico Superior: Hylaeochelys kappa, e proveniente da Colecção Paleontológica  da Sociedade de História Natural. O registo de tartarugas do Jurássico da Bacia Lusitânica é tido como relativamente diverso, destacando os membros de Paracryptodira (como a tartaruga aqui descrita Selenemys lusitânica, igualmente da colecção da SHN), assim como vários representantes do grupo de eucryptodiras basais Plesiochelyidae. A nova tartaruga, que aumenta ainda mais este registro, também se trata de um representante basal de Eucryptodira, mas não atribuível a Plesiochelyidae, mas sim a Hylaeochelys. O género Hylaeochelys era, até agora, unicamente conhecido no Cretácico Inferior de Inglaterra, onde estava representado por uma única espécie. A descrição da nova Hylaeochelys kappa não só compreende o primeiro achado confirmado de Hylaeochelys fora do registo britânico, senão que representa o único género de Eucryptodira europeia com una distribuição que abarca tanto níveis do Jurássico como do Cretácico.
Adán Pérez-Garcia (Laboratório de Paleontologia e Paleoecologia da SHN/ Universidad Complutense de Madrid), numa das etapas finais de preparação do holótipo de Hylaeochelys kappa.

Dado que o artigo ainda está "no prelo" serve este post como nota de boas vindas a Hylaeochelys kappa. Em breve se ampliará a informação e será apresentado publicamente o exemplar….Aguardemos por Janeiro!
Referencia: Adán Pérez-García; Francisco Ortega. In press. A new species of the turtle Hylaeochelys (Eucryptodira) outside its known geographic and stratigraphic ranges of distribution. Comptes Rendus Palevol. http://dx.doi.org/10.1016/j.crpv.2013.10.009

Este estudo foi apoiado parcialmente pela Câmara Municipal de Torres Vedras e empresa Ângelo Custódio Rodrigues S.A

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Os Dinossários de Portugal no III Congresso de Jovens Investigadores em Geociências, Estremoz

Paleontólogo Francisco Ortega escavando no Cretácico Inferior

No próximo dia 6 de Outubro, às 17:00, Francisco Ortega, investigador da Universidad Nacional de Educación a Distancia (Espanha) e Sociedade de História Natural de Torres Vedras, realizará uma conferência como orador convidado no âmbito do III Congresso de Jovens Investigadores em Geociências a realizar no Centro de Ciência Viva de Estremoz.



Intitulada de “Paleobiogeografia dos répteis peri-Antlânticos do Jurássico Superior português: resposta a padrões de vicariância ou dispersão?”, esta palestra propõe uma breve reflexão sobre os vertebrados fósseis do Jurássico Superior Português, na qual ainda haverá espaço para a apresentação de nova informação sobre alguns dos grupos de vertebrados em estudo.

Esta comunicação surge como resultado da investigação levada a cabo sobre as faunas de vertebrados mesozóicos da Bacia Lusitânica por parte de diversos investigadores associados tanto a instituições nacionais como internacionais, destacando-se o Grupo de Biologia Evolutiva da UNED, Sociedade de História Natural de Torres Vedras, Universidad Autónoma de Madrid, Universidad Complutense de Madrid, Centro de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e o Museu Nacional de História Natural e da Ciência.


Escavação de Porto Dinheiro, com o paleontólogo português Pedro Dantas (SHN) na foto.